As viagens de Gulliver… E as minhas…


“Próxima estação: Chelas… correspondência com…”
“Chelas?? Mas estes tipos não acertam uma?”
É comum as estações “gritadas” pela gravação nas carruagens não corresponderem à estação a que o comboio está a chegar.
Espreito pelo único bocadinho não grafitado da janela e vejo uma estação que não reconheço de todo…
“Chelas? Chelas? Não pode ser. Eu nem passo por Chelas!”
Levanto-me e o primeiro pensamento é “Apanhei o comboio errado!”
Impossível, de Alcântara Terra só sai um comboio! O meu!
Chego à porta que já está fechada…
“Merda!”
“Próxima estação: Marvila… correspondência com…”
Marvila? Mas eu não passo em Marvila!
Estação? Aquilo não é estação! Aquilo é um sítio feio, muito feio. Sem uma pessoa.
Ah! Está ali uma rapariga… estou safa! Tens de voltar para trás… passaste a tua estação, Ana Maria!

Meia hora depois estou na minha querida estação de Roma-Areeiro (nunca tinha reparado que era tão bonita…)
Curiosamente, enquanto lia “As viagens de Gulliver” e sem me aperceber, estendi a minha viagem por sítios não tão fantásticos como os relatados no livro…

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