{ Tanto carinho }


Porque sinto sempre que recebo muito mais do aquilo que consigo dar.
Tive um Natal cheio de Mimos, muitos de pessoas que nem conheço pessoalmente, como é o caso da Sara, que conheço há uns aninhos, mas nunca nos vimos; da minha Maria Luísa, com quem converso quase diariamente sem nos cruzarmos fisicamente; e da Costureira de Palavras.
Ainda recebi mimos de quem conheci por este mundo que é a internet e que já tive o prazer conhecer pessoalmente, como é o caso da Sandra.

 
 
 
 
 

{ Trabalhar em Lisboa e a paçoquinha de amendoim… }


A perspectiva de ir trabalhar para a outra ponta de Lisboa não me agradou nada… Antes demorava 5 minutos a chegar ao emprego, ia de carro, podia ir almoçar a casa. Agora vou de transportes públicos e demoro 35 minutos a chegar lá de manhã e quase uma hora a chegar a casa à tarde.
Mas só a possibilidade de ter funções de gente normal foi o suficiente para nem pensar duas vezes.
Estou a adorar.
Mas o auge foi mesmo o dia em que descobri que tenho uma Zara Home a 10 minutos do emprego e, melhor ainda, descobri algo que há anos procurava em Lisboa e nunca tinha encontrado: Paçoquinha de Amendoim! 
Há uns anos recebi esta maravilha numa troca que fiz com alguém do Brasil. E desde aí fiquei fã…
Agora encontrei-a e, ainda por cima só custa 25 cêntimos… vai ser a desgraça!!

{ Ainda do Natal }


Como tinha dito, este foi um Natal diferente de todos os que passei. E talvez um dos mais sentidos que passei.
Foi uma noite de Natal a servir a ceia a pessoas que, pelos motivos mais diversos, apareceram numa tenda montada no Martim Moniz.
Pessoas tão diferentes umas das outras.
Desde o idoso que entrou, comeu e adormeceu até ao final da noite (umas horas longe do frio).
Ao menino de 5/6 anos de idade que esteve desde as 6 da tarde no 1º lugar da fila, sozinho e com um sorriso rasgado na cara. Este, depois de conversar com alguns voluntários, foi buscar a família. Apareceu com um sorriso ainda maior, ao lado da mãe e dos irmãos. Comeu, dançou, cantou e encantou-nos a todos.
As nacionalidades eram variadas, e as disposições também.
Havia quem estivesse ressentido com a vida. Quem fosse lá sentindo que não fazíamos mais do que a nossa obrigação.
Mas a maior parte da pessoas aproveitaram esta noite para esquecer as outras noites e dias mais difíceis e sorriram, cantaram, comeram e conversaram. 
As conversas que tive com várias pessoas aqueceram-me nessa noite.
Conheci o músico, que canta na rua e em bares. “Nos bares não é todos os dias”, disse-me ele.
Conheci o fotógrafo, que se encantou a fotografar tudo e todos.
Aquela senhora que estava lá na ponta, sentada na cadeira de rodas, que ficou envergonhada quando eu sorri enquanto um senhor a beijava. Senhor esse que, em seguida, me abraçou e beijou também.
O Madeirense, de olhos da cor do mar, que detesta o Alberto João Jardim, que começou por troçar de mim, mas que me chamou tantas vezes para conversar de tudo, falar da mulher que está hospitalizada, que me deu a mão inúmeras vezes e acabou a noite com um sorriso contagiante e com um presente meu.
A senhora que apareceu apenas ao final da noite, só para levar alguma comida para casa.
E acima de tudo, conheci uma associação com elementos fantásticos (quantos deles já passaram por situações tão difíceis), que só não deram o impossível.
Se, por um lado, lamento a necessidade deste tipo de eventos e deste tipo de organizações terem de existir, por outro só posso ficar grata por existirem. Porque são necessários. E fico grata por me terem dado a oportunidade de participar nesta noite e de me chamarem para participar em muitas outras noites.

{ Noite de Natal }


Esta vai ser uma noite de Natal diferente.

Vai ser uma noite sem Pai Natal e sem Rudolfo.

Não vou receber presentes à meia-noite.

Nem vai haver azevinho ou duendes, sequer.

Não vou ver as caras que me são queridas. Porque não vou estar rodeada pela família.

Não vou sentir o calor de uma casa, com cheiro a Sonhos e azevias.

Mas Acredito que esta venha a ser uma das noites de Natal mais cheias de calor por que já passei.

Acredito que nesta noite de Natal possa ser, mais do que útil. Acredito que posso aquecer alguns corações e arrancar alguns sorrisos. Ainda que seja apenas por uma noite.

Mas uma noite é melhor do que nenhuma noite.

Principalmente numa noite como a de Natal, que tão facilmente associamos a aconchego, fartura, companhia e alegria.

E porque nem todos têm esse aconchego, essa fartura, qualquer companhia ou uma réstia de alegria, a minha noite de Natal vai ser diferente.

E, sinceramente, Acredito que este será apenas um pequeno primeiro passo para mim.
Acredito.

{ Gratidão }


Há um ano atrás, coloquei um post no facebook a desejar um feliz Ano novo, ao qual a Boadrasta respondeu qualquer coisa do género: “Pelo menos que não seja pior que 2011”. 
A minha resposta foi imediata e sentida: No mínimo 2012 teria de ser muito melhor que 2011.

Curiosamente já não me lembrava disto. 

Tal como milhões de pessoas, hoje brinquei com a aplicação do facebook 2012 Year in Review e o comentário da Boadrasta foi: “Grande ano, amiga!!! Tu bem disseste que ia ser assim…

O final do Ano é altura de balanços. 
Mas agora não vou fazer balanço do ano que passou. 
Vou simplesmente agradecer o ano que passou. 
Agradecer um ano cheio.
Cheio de Amor, de saudades, de mudança, de crescimento.
Também preenchido com adversidades, que tenho conseguido ultrapassar e esquecer mas com as quais também aprendi.
Um ano cheio de vontade.

Obrigada 2012 por te teres feito sentir a cada dia.
Obrigada 2012 por me teres feito viver cada dia!

E vos garanto que 2013 será, no mínimo, muito melhor que 2013!